agosto 30, 2026

Segurança

Abreviações e siglas em inglês usadas no WhatsApp ‹ GO Blog | EF Blog BrasilUma falha no WhatsApp para Windows permite a execução de scripts Python e PHP sem aviso ao usuário, acusa pesquisador de segurança
Uma vulnerabilidade na versão mais recente do WhatsApp para Windows permite o envio de anexos em Python e PHP que são executados automaticamente, sem qualquer aviso, quando o destinatário os abre. Para que o ataque seja bem-sucedido, é necessário que o Python esteja instalado no sistema da vítima, o que pode limitar os alvos a desenvolvedores de software, pesquisadores e usuários avançados.
O problema é semelhante ao que afetou o Telegram para Windows no começo do ano, onde os atacantes podiam executar remotamente códigos ao enviar arquivos Python (.pyzw) através do cliente de mensagens, uma falha que foi corrigida posteriormente.
WhatsApp não bloqueia scripts em Python e PHP
O pesquisador de segurança Saumyajeet Das descobriu essa vulnerabilidade ao testar diferentes tipos de arquivos que poderiam ser anexados em conversas no WhatsApp para ver se o aplicativo permitiria o envio de arquivos potencialmente perigosos.
Nos testes, o WhatsApp para Windows apresentou comportamento consistente ao bloquear a execução de arquivos .EXE, .COM, .SCR, .BAT, e Perl diretamente pelo aplicativo, obrigando o usuário a salvar o arquivo no disco antes de executá-lo.
No entanto, Das encontrou três tipos de arquivos que o WhatsApp não bloqueia: .PYZ (Python ZIP app), .PYZW (programa PyInstaller), e .EVTX (arquivo de log do Windows).
O Bleeping Computer confirmou que o WhatsApp não bloqueia a execução de arquivos Python e descobriu que o mesmo ocorre com scripts PHP.
Se todos os recursos necessários estiverem presentes, o destinatário só precisa clicar no botão “Abrir” para que o script seja executado.
Resposta do WhatsApp e preocupações de segurança
Das relatou o problema à Meta em 3 de junho, e a empresa respondeu em 15 de julho, informando que a falha já havia sido reportada por outro pesquisador. A Meta não considerou a vulnerabilidade como uma falha crítica e não planeja adicionar scripts Python à lista de bloqueio.

Ana Luiza Figueiredo

Projeto piloto foi implementado para receber demandas de perturbação de sossego e liberar policiais para solicitações emergenciais A Polícia Militar de São Paulo implementou uma ferramenta inovadora de inteligência artificial (IA) para agilizar os atendimentos em chamados do 190. O objetivo da iniciativa é liberar os policiais para atender ocorrências de maior gravidade, enquanto o assistente virtual orienta as vítimas de demandas relacionadas a perturbação de sossego — que representa cerca de 25% de todas as ligações que o 190 recebe atualmente.

O projeto ainda é piloto e atende, inicialmente, a capital e a região metropolitana de São Paulo. Desde abril, o “Mike”, nome dado à inteligência artificial do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), realizou cerca de 186 mil atendimentos, sendo que já atendeu quase 200 ligações de forma simultânea.

“Aos finais de semana, principalmente no período noturno, as ocorrências de barulho chegam a quase 70% de toda a demanda do Copom. Isso causa filas no atendimento e, às vezes, impede que uma vítima que passa por uma situação de urgência seja atendida imediatamente”, explica o comandante do Copom, coronel Carlos Lucena.

Ao direcionar as demandas de perturbação de sossego para a IA, os atendentes ficam livres para o dar suporte necessário nas ocorrências que envolvem risco à vida ou a integridade física das pessoas. O fato do atendimento ser realizado por um robô não prejudica a eficácia da prestação do serviço.

“Como o cadastro das ligações não emergenciais atendidas pela IA são de preenchimento de formulários, não traz qualquer prejuízo para o atendimento daquela ocorrência”, observa o coronel.

Como funciona o atendimento?
O atendente do 190 recebe a ligação e, ao identificar que se trata de uma demanda de perturbação de sossego, transfere o chamado para o assistente virtual. O “Mike” realiza as perguntas de praxe para identificar o endereço da vítima, o motivo da ligação e o resumo da ocorrência.

As respostas são registradas no Sistema de Informações Operacionais da PM (Siopm) e gera uma ocorrência, da mesma forma que um atendente humano faria, entrando na fila de ocorrências para despacho para as viaturas.

“O principal ganho com o sistema é o nível de serviço para ligações emergenciais. Agora, as emergências poderão ser atendidas imediatamente, mesmo nos horários mais críticos”, diz o comandante da PM. “Nossa meta é atender os chamados emergenciais instantaneamente”, afirma Lucena.

Em 2023, na capital e região metropolitana de São Paulo, foram atendidos 727 mil chamados de perturbação de sossego via 190, o que corresponde a 24,7% do total de todas as demandas do Copom.

O número é quase o dobro das ocorrências de desinteligência (discussões em geral), segunda colocada no ranking. Foram 367 mil ligações recebidas no ano.

Em seguida aparecem as demandas de averiguação de atitude suspeita com 311 mil casos, violência doméstica com 215 mil casos, furtos com 137 mil e roubos com 127 mil chamados respondidos.

Visto que as compras online continuam se popularizando a cada dia, confira quatro dicas para evitar cair em um golpe no Instagram. Os golpes no Instagram se tornaram extremamente populares entre criminosos nos últimos anos. As empresas de redes sociais, especialmente a Meta, parecem estar facilitando golpes nos quais malfeitores se passam por pessoas ou marcas consagradas.

Como nossas vidas digitais continuam a ganhar espaço em nosso cotidiano, os crimes digitais evoluíram para se tornarem mais convincentes. Portanto, aprender a identificar golpes no Instagram é essencial para todos os usuários da plataforma.
Apesar de o Facebook ter um problema maior com propagandas falsas, como o Instagram faz parte da mesma empresa, a Meta, a rede está seguindo o mesmo caminho. Na maioria dos casos, sites são criados, copiando lojas on-line legítimas, de modo que, quando as vítimas clicam em um anúncio falso, elas se sentem seguras para fazer a compra.
Além disso, vendedores inautênticos usam contas falsas no Instagram para induzir as vítimas a comprar produtos, muitas vezes de luxo, com grandes descontos. Nestes casos, é comum que usuários não recebam nenhum produto, mas, se de fato receberem algo em troca de seu dinheiro, geralmente será uma imitação de baixa qualidade.

Outras plataformas de ecommerce, como o Mercado Livre e as Lojas Americanas, possuem uma equipe para garantir que os produtos e lojas anunciadas sejam confiáveis, e garantem reembolso no caso de fraudes. Esse não é o caso das redes da Meta.
No Instagram, os anúncios são analisados apenas por algoritmos, e qualquer indivíduo pode criar uma conta para publicar e impulsionar seu conteúdo. Ou seja, não há nenhum controle sobre a genuinidade dos produtos anunciados na rede.
Fique atento aos sinais de golpe
Uma das coisas que aumenta o apelo de anúncios falsos é o preço muito baixo. Sempre desconfie de promoções que parecem boas demais para ser verdade, ou produtos com precificação discrepante do resto do mercado. Geralmente essa é a estratégia que criminosos usam para conseguir mais vítimas.
E, visto que não podemos confiar em todos os anúncios que aparecem no Instagram, é importante também verificar o perfil do anunciante. Antes de clicar no link da propaganda para efetuar uma compra, abra o perfil da publicação e confira se ele é oficial. Desconfie de casos em que o perfil não tenha selo de autenticidade, ou caso tenha poucas publicações e seguidores.

Além disso, muitas vezes, a interface de um site falsificado pode ser muito parecida com o site original. Por isso, observe se você pode encontrar uma sessão de comentários de outros clientes. Atente-se à gramática e conteúdo destes comentários, pois eles também podem ser fabricados por criminosos – desconfie de avaliações superficiais e muito parecidas.

Por fim, um outro fator para ficar atento é a URL dos sites falsos. Muitas vezes, o link do domínio pode divergir bastante dos sites oficiais, aparecendo com palavras ou nomes aleatórios. Na dúvida, utilize um buscador, como o Google, e procure diretamente pelo site oficial da marca com os produtos de seu interesse.

Por Ana Bondance, editado por Bruno Ignacio de Lima